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Movimentação de Quadra: a Teoria à Prática
Autor:
Prof. Jober Teixeira Junior
Técnico de futsal e comentarista de futsal da rádio
Guaíba
Temos
notado no decorrer dos jogos de futsal do RS, série
Ouro e mesmo da Liga Nacional, que as equipes
dentro da quadra de jogo, mostram-se muitas vezes
inoperantes taticamente, dando lugar ao
individualismo de alguns jogadores, o que acarreta
em definição de muitos placares.
Conversando
com diversos técnicos, obtemos informações
sobre que sistema empregam, ou formas de movimentação
em quadra, respeitando sempre as características
individuais dos atletas, é claro.
As
colocações sempre são objetivas, como se estivéssemos
diante de um tabuleiro de xadrez. Poucos são os
profissionais que admitem falhas estratégicas em
suas ações.
Sendo
o futsal um esporte de quadra, necessita de
deslocamentos previamente ensaiados para que
possamos induzir o adversário ao erro, tirando
assim proveito na movimentação da bola para
favorecer o gol.
Semelhante
ao Handebol e ao Basquete, pelas características
de espaço físico, o Futsal, infelizmente ainda não
assimilou a riqueza tática destes esportes, claro
que respeitando o fator mais importante qual seja
o ponto de contato do corpo com a bola. O que vale
dizer da facilidade das mãos em relação aos pés
que não agarram o objeto, dificultando o
deslocamento do mesmo.
Mas
mesmo diante do acima exposto, não podemos
admitir que equipes de alto nível, não
demonstrem em quadra a existência de jogadas
elaboradas quando da cobrança dos tiros livres ou
arremessos. As tradicionais bolas paradas. E aqui
devo fazer referência ao técnico Paulo Cardoso,
atualmente na UCS de Caxias do Sul, que em muito
tem contribuído para o futsal gaúcho.
A
grande maioria dos atletas transferem a bola à um
companheiro ou chutam a bola a meta adversária
desperdiçando uma boa jogada.
Todas
as situações vivas de um jogo devem ser
trabalhadas nos treinamentos de forma específica
pois podem no transcorrer de uma partida definirem
a mesma.
Quanto
aos sistemas a serem empregados, quer seja o 3-1,
2-2, 1-2-1, 4-0, reputo todos da mais alta importância
desde que sejam bem aplicados, respeitando, é
claro a forma pela qual se apresenta o adversário
no seu sistema defensivo e as características
individuais, tanto da nossa quanto da equipe
adversária.
Porém
existe um fundamento que tem sido motivo de muito
comentário entre os que militam no futsal, que é
o drible.
Por
várias vezes assistimos equipes saírem
vitoriosas em quadra, com jogadas de puro
individualismo de seus jogadores. Aqui, destaco
alguns, tais como: Carlinho (Ulbra), Ricardinho
(Santa Rosa), Juninho (ACBF), Abideu (Reserg),
Jocimar (UCS), Baega (Atlântico) que chamam para
si a responsabilidade do jogo e com muita
personalidade decidem a partida.
Precisamos
do incentivo dos treinadores das categorias de
base junto aos seus comandados buscando não
somente as jogadas mecânicas, inibindo a
criatividade.
A
qualidade, cada vez mais apurada dos que tem a
responsabilidade de fazerem o esporte, é latente
nos dias atuais, não se aceitando apenas o
impirismo.
As
informações nos chegam numa velocidade
espantosa. O computador estreitou o relacionamento
com o mundo pela Internet.
A
Europa, hoje, tem trabalhos nesta área que são
de suma importância para nossos profissionais e
que podem ser adquiridos por todos, pois os sites
estão aí.
Se
a ora é de mudanças, vamos nesta e sempre pra
frente até a próxima edição.
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