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Tese feminina
Daniela
Souto
I
- INTRODUÇÃO
O
futebol, que é a grande paixão nacional do
Brasil e mobiliza milhares de torcedores aos estádios
e na frente de televisores, sempre foi considerado
um esportes para homens. Talvez pela sua rigidez
ou pela força, a mulher que jogava era logo
estigmatizada, como qualquer pessoa que fizesse
algo que ia contra a sociedade ou a opinião da
maioria. Não é natural mulheres jogando futebol.
Quem é estigmatizada, não tem apoio.
Nem
mesmo o sucesso das meninas nas Olimpíadas, nem a
proliferação de escolinhas, principalmente na
praia, fez com que o apoio, tanto de mídia quanto
de empresas patrocinadoras, crescesse esse
esporte. Quantos jogos de futebol feminino são
televisionados ao vivo pela televisão
convencional ou até mesmo por rádio? Em noticiários,
quantas vezes falam em futebol feminino? E na mídia
impressa? Quantas reportagens tem falando sobre
esse lado do futebol, o esporte mais adorado do país?
Essa
falta de apoio prejudica o desenvolvimento e o
crescimento. Em desenvolvimento porque não há um
treinamento e uma dedicação adequada (
precisa-se viver só do futebol para se ter uma
melhor dedicação e isso não acontece no futebol
feminino por causa da falta de patrocínio). E
prejudica o crescimento, pois a maioria dos pais não
querem ver suas filhas jogando futebol, por
acharem masculino demais, procurando assim outro
esporte para a prática desportiva da menina.
Essa
representação (de masculinização) faz com que
a sociedade estigmatize a menina que joga futebol
de “sapatão”. Será que os pais querem que as
suas filhas fiquem com esse estigma? É claro que
não. E pouquíssimos tem a visão de que o
futebol é um esporte, que vai proporcionar para a
criança uma gama de experiências motoras, como
outro qualquer.
As
mulheres nunca jogarão como os homens. Suas
características fisiológicas e estruturais são
diferentes. E a compreensão e rigidez tática e técnica
que os homens tem as mulheres não tem, justamente
porque não tem uma consciência dentro de quadra
/ campo que os meninos tem desde criança por
jogarem futebol todos os dias nas diversas quadras
espalhadas nas ruas.
Pretendo
investigar as barreiras que a mulher enfrenta para
a prática do futebol feminino, sejam elas
sociais, culturais, econômicas ou política.
II
- PROBLEMA
Logo
levanto como problemas para esta investigação,
quais as barreiras que a mulher vem enfrentando
para superar o estigma do preconceito no futebol?
III-
HIPÓTESES
A
falta de apoio tanto de patrocinadores, que se
disponham a tornar o esporte totalmente
profissional, tanto o clube em ceder o seu espaço
e tempo impede o crescimento e desenvolvimento do
futebol feminino?
As
representações que sempre surgem em volta da
mulher que joga futebol ou os apelidos ( Ana
Machadão, Mulher Macho, Sapata e etc.) fazem com
que crianças não tenham incentivo,
principalmente dos pais, para a iniciação?
Será
que o desinteresse da mídia em divulgar o futebol
feminino deve-se ao desinteresse do público por já
está acostumado ao jogo masculino, muito mais rápido
e preciso?
O
apoio dos pais incentivando a menina em escolinhas
de futebol facilita o aparecimento de novas
“craques”?
IV
- OBJETIVOS (s)
Pretende-se
com este estudo, identificar e analisar os obstáculos
que a mulher como praticante de futebol tem de
ultrapassar. Obstáculos sociais, que vão desde o
questionamento sobre a sexualidade da mulher ao rótulo
dessas mulheres socialmente. E obstáculos econômicos
que é uma praticante conseguir sobreviver apenas
do futebol, como os homens.
Demonstrar
também que a mulher, se tivesse uma iniciação (
aprendizado de fundamentos) tão completa e rica
como a do homem, poderia se aproximar mais da técnica
e da precisão do jogo masculino.
Saber
a influência da mídia em relação ao futebol
feminino, se ela ajuda ou atrapalha, se ela apóia
e etc.
V
- JUSTIFICATIVA DO ESTUDO / RELEVÂNCIA DO ESTUDO
Revelar
as barreiras que as mulheres / meninas enfrentam
para a prática do futebol, facilitando cada vez
mais o acesso a essa área, alem de elucidar a
discussão na sociedade que o futebol pode ser
praticado por mulheres.
Incentivar
cada vez mais a prática precoce desse esporte,
para que as meninas tenham as mesma experiências
que os meninos, aprendendo assim os segredos do
futebol.
Mostrar
que o futebol feminino é um mercado a ser
explorado por profissionais de educação física,
tanto no que se diz respeito a iniciação, com
escolinhas desportivas, quanto no treinamento de
times adolescentes e adultos e revelar as diferenças
entre o futebol feminino e masculino,
compreendendo assim porque o jogo é tão
diferente e porque as barreiras são tão difíceis
de serem superadas pelas praticantes desse
esporte.
VI
- METODOLOGIA
Esta
pesquisa tem duas fases: Uma fase é um
levantamento bibliográfico e a outra fase é de
entrevistas com pessoas que tem experiência no
futebol feminino, sendo divididas entre
profissionais e praticantes.
O
levantamento bibliográfico constituiu em uma
procura de livros e trabalhos relacionados ao
futebol de um modo geral, com explicações sobre
a importância de fundamentos bem ensinados e
praticados, influência dos patrocinadores e da mídia
para o crescimento do futebol feminino. Foi
procurado ainda alguns trabalhos e livros que
esclarecesse a diferença entre homens e mulheres
e saber se essas diferenças influenciam no jogo
de futebol dentro de campo. Além disso, foi
pesquisado o papel e as características da mulher
na sociedade e a história dela no esporte em
geral, para entender e confirmar se as barreiras a
serem superadas são apenas do futebol ou já
aconteceu com outros esportes.
Contei
ainda com ajuda de pessoas que trabalham com o
futebol feminino que forneceram materiais que não
foram publicados ou que foram publicados por
revistas de pequena circulação, como é o caso
da Revista Bem – Forte.
Na
entrevista, procurou-se trazer a opinião e a visão
tanto dos profissionais e quanto de praticantes do
futebol feminino quanto as barreiras levantadas
com a bibliografia e assim confirmar ou contestar
as afirmações feitas. Procurou-se levantar com
as entrevistas aspectos que influenciam o futebol
feminino como: mídia, patrocinador, iniciação
tardia, pais, espaço físico e etc.
Assim
sendo, todas as respostas serão levadas em
consideração e colocadas em um quadro onde
facilitará a visão dos resultados obtidos.
A
população a ser considerada foi praticantes de
futebol feminino no Município do Rio de Janeiro.
A
população é de :
-
23 praticantes de Futebol no Município do Rio de
Janeiro, sendo amadoras ou profissionais.
VII
- RESULTADO DO ESTUDO
O
futebol não é um esporte para homens e não só
as praticantes sabem disso. A família, que entra
como grande incentivadora também está consciente
( se julgarmos pelo incentivo que dá as
praticantes) que o futebol pode sim ser jogado por
mulheres. E não é só a família que incentiva.
Amigos, namorados e treinadores também entram
nessa lista de incentivo e mostra que nós,
professores, temos uma influência em cima dessas
meninas. Porque então não ajudar nessa iniciação
feminina ao futebol?
Esse
esporte faz bem para as meninas. Elas procuram
espaços para as práticas, procuram apoio e
reclamam que a mídia poderia ajudar mais na
divulgação de campeonatos que ocorrem no nosso
estado. Divulgação que façam elas lembrarem e
terem com ídolos jogadoras de futebol e não
jogador de futebol. Divulgação que mostrem que
as diferenças enumeradas por elas não é por
falta de prática não. As mulheres são mais
lentas e menos fortes que os homens. E é por isso
que o jogo é diferente. Nada de técnica ou tática.
São diferenças que a anatomia e fisiologia
humana explicam, não quem é melhor ou pior.
Quem
me garante que se não houvesse toda uma história
de exclusão da mulher no esporte, hoje em dia não
seria o futebol um esporte leve que seria
praticado melhor por mulheres já que elas não são
violentas quantos os homens.
Os
pais já estão incentivando, não, a maioria não
sofre mais preconceito que sofriam antes. As
mulheres estão vencendo as barreiras. Talvez se a
houvesse um maior entendimento, um maior
esclarecimento, essas barreiras diminuam. É esse
o propósito desse estudo. Esclarecer as barreiras
enfrentadas é fundamental para que essas sejam
mais facilmente vencidas.
VIII
- REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
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Universidade Federal Fluminense, UFF, Rio de
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