|
Categoria de base e sua solidez
Prof.
Jober Teixeira Junior
Técnico de futsal e comentarista de futsal da rádio
Guaíba
Dia
24 de junho, foi realizado nos estúdios da Rádio
Guaíba – Porto Alegre/RS, uma mesa redonda,
coordenada por Ernani Campelo. Estavam presentes
os profissionais Rogério Vozer (prof. da cadeira
de futsal da Ulbra), Jorge Uman, representando o
Conselho Regional de Educação Física e o prof.
e comentarista esportivo Jober Teixeira Júnior.
Foi
discutido inicialmente, o lugar do prof. de Educação
Física, junto aos clubes, desempenhando as funções
de técnicos, já que a Lei 5672/70 de Diretrizes
e Bases da Educação, prevê a iniciação
desportiva para crianças de 11 anos nas escolas e
por extensão nas entidades esportivas.
O
Prof. Rogério Vozer fez considerações
importantes, mostrando o quanto é prejudicial o
trabalho de pessoas despreparadas, atuando nestas
faixas etárias, que são, na verdade, o sustentáculo
dos esportes.
Somos
sabedores que hoje não é mais possível
trabalhar de forma empírica, simplesmente na base
de meras repetições mecânicas, tolindo das
crianças a criatividade, onde o mais importante
é simplesmente a vitória pela vitória.
Uma
pessoa poderá ter os maiores conhecimentos de
anatomia ou patologia ou saber todo o Código
Penal, porém sem ter concluído o curso universitário,
jamais poderá atuar na sociedade como
profissional.
O
futebol de salão, copiou de seu irmão mais
velho, o futebol, os mesmos defeitos, quais sejam
os que permitem aos menos informados, porém
apaixonados, ministrarem conhecimentos, sem o
devido preparo, alijando assim do processo os
profissionais da área disponíveis no mercado.
Alguns
chegam a ter o desplante em dizer que nas
Universidades não se formam bons profissionais e
que cursos fora tem maior credibilidade. Vejam ao
ponto que se chega.
É
claro. Enfrentar um vestibular, estudar quatro
anos para poder se habilitar no mercado, não é
uma tarefa nada fácil e com certeza um curso
extra é bem mais fácil, não despendendo tanto
tempo nem dinheiro assim.
O
Prof. Rogério Vozer, fala ainda do grande Capital
que é o conhecimento, que muitos que empregam não
tem o devido cuidado de examinarem.
A
didática a ser empregada, o emocional da criança
que chega no clube cheia de sonhos, como fica?
O
trabalho de um técnico é tão somente de treinar
jogadas e aplicá-las na partida ??
Macaco
de circo anda muito bem de bicicleta, porém nas
Olimpíadas temos atletas competindo.
Profissional,
segundo os dicionaristas, vem de profissões e
esta é algo que se aprende com conhecimento teóricos
para que a prática não seja crivada de erros e
que, se houverem, possam ser cobrados.
E
nesta cobrança, fala o Prof. Jorge Uman (Kita), a
regulamentação da profissão de Educadores do Físico,
onde todas as modalidades esportivas deste País são
parte integrantes e que doravante deverão ter a
presença do profissional devidamente credenciado.
Aos
práticos, ficará a possibilidade de uma carência,
devidamente comprovada pelos clubes, tendo como
ponto de partida o ano de regulamentação, que
foi 1998.
Queremos
que o esporte, principalmente o futsal, que também
faz parte de nossa vida, seja melhor qualificado,
nivelando por cima como já se faz nos países
europeus, onde a pesquisa é algo de suma importância.
Queremos
crianças sendo avaliadas por profissionais com
critérios definidos e não simples
aproveitadores.
Queremos
que as crianças se utilizem do esporte como
elemento de formação de suas vidas e não de
deformação, onde o respeito pelo outro nada vale
quando disputamos uma competição, pois a meta é
tão somente vencer a qualquer custo.
Se
a nomenclatura usada é de Categorias de Base,
queremos ter os melhores profissionais, onde o
objetivo final é a categoria maior e a formação
é meta primeira.
Será
que falamos de Utopias?
Penso
que não. Os Conselhos Regionais estão aí e é
uma questão de tempo, para vermos a Lei sendo
cumprida.
Apaixonados,
abnegados, amantes do futsal, procurem as
Universidades de Educação Física, pois lá é o
melhor lugar para se habilitarem ao trabalho com
uma gama de conhecimentos que com certeza lhes serão
muito úteis.
Demos
o pontapé inicial. É claro que este tema não se
esgota aqui. Muito tem que ser feito para a
concretização deste sonho. Porém com o pouco de
contribuição de cada um chegaremos a plenitude
de nossos desejos.
|